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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Você pensa que acabou?

O Contar histórias


Olá meninas diante das perguntas postadas pela tutora seguem minhas considerações:
Trabalho em uma Escola Privada de Sorocaba, onde seu método é Construtivista.
A leitura e Contação de histórias estão presentes na vida dos alunos desde o Berçário I, com crianças de 03 meses de idade, pude presenciar o quanto eles ficam maravilhados e todo desenvolvimento que eles conseguem com a leitura.
Em meu caso em particular trabalho com o Maternal I, crianças de 1,7 meses até 3 anos e em nossa sala temos dois projetos: Contação de histórias três vezes por semana e o Projeto Rui.
Na Contação eu leio livros escolhidos pela equipe pedagógica e comprados pelos pais, montando assim a nossa biblioteca de sala, utilizando varias ferramentas de apoio como: dedoches, fantoches, avental de história, fantasias e até teatro.
Uma vez por semana também vamos à biblioteca, onde os alunos escolhem um livro e pelo método da exploração interagem com o mundo da leitura.
Sempre depois da leitura ou contação, perguntamos quais partes e personagens eles mais gostaram e por que, fixando ainda mais o conhecimento e estimulando a imaginação.
Os pais são comprometidos possuem o hábito de ler para os filhos o que complementa todo o desenvolvimento afetivo e motor das crianças.
Também temos o projeto Rui, que é um boneco que vai para casa dos alunos passar o final de semana e a família anota e fotografa tudo que o Rui faz com a criança. Depois no final do semestre todas as fotos e anotações são agrupadas e se tornam um livro.
Os pais são exemplarmente comprometidos, pois o Rui já foi jantar na Argentina.

Acredito que o professor tem um papel muito importante, pois reforça o incentivo que é trazido de casa ou em muitas vezes cria esse interesse, incentivando os pais para a prática da leitura.
Mas cabe a ele saber escolher e adequar a leitura para os estágios psicológicos de cada criança.
Acredito que todo um ambiente deve ser preparado para criar uma atmosfera para que eles possam se concentrar e participar desse momento.
Lembrando que sempre que possível, fazer o uso da entonação de voz, fantoches, dedoches, avental, mascaras ou objetos que ajudem a criar um cenário de magia.
O Contar histórias aproxima pais, filhos, alunos, professores, criando um ambiente de afetividade que auxilia no desenvolvimento e na construção de conhecimentos.
Segue algumas fotos da nossa tenda de contação de histórias, onde eles deitam e exploram os livros ou ouvem as histórias contadas em um ambiente todo especial.

Grata por me deixarem participar


Projeto
Poesias de Cecilia Meirelles
Duração: 1 mês
Faixa etária: 3 a 6 anos
Material Usado: Livros de Cecilia Meirelles, canetinhas coloridas, cola colorida, giz pastel, guache, pincel, papel sulfite.
Objetivo: Propor conhecimento das obras de Cecilia Meirelles
                  Proporcionar situações de leitura compartilhada
                  Ampliar capacidade de comunicação
                   Criar hábitos de leitura
Conteúdo: Ler obras de Cecilia Meirelles, fazer perguntas, curiosidades, produzir desenhos.
Estratégias: ler livros, e mostrar gravuras para despertar interesse pela leitura, criar um espaço bem interessante e atrativo com almofadas e os livros pendurados em um varal.
Desenvolvimento: Em roda de leitura o professor começará ler para as crianças a biografia de Cecilia Meirelles e falara sobre suas obras, em seguida pedira para os alunos escolherem um livro no varal, na qual o professor ira desenvolver a leitura para as crianças. Isso durante 2 vezes por semana durante 1 mês .Apos o termino de cada leitura, propor curiosidades, fazendo perguntas sobre a leitura, observar gravuras e a partir disso fazer produções de desenhos.
No final de cada projeto pedir para as crianças escolherem uma obra (poesia) que mais gostaram e a professora organizara um sarau na qual os alunos irão apresentar para os pais e familiares.




Artes cênicas »


Projeto de contação de histórias traz narrativas infantis para o rádio

Palavras NO AR traz 54 histórias do mundo inteiro para seis rádios comunitárias do Recife
·         Notícia

·         Vídeo


Publicação: 27/05/2015 10:36 Atualização: 27/05/2015 16:15

Descrição: Luciano Pontes e Ana Medeiros, da Cia. Meias Palavras, são dois dos atores que participam do projeto Palavras NO AR. Crédito: Ricardo Maciel/Divulgação
Luciano Pontes e Ana Medeiros, da Cia. Meias Palavras, são dois dos atores que participam do projeto Palavras NO AR. Crédito: Ricardo Maciel/Divulgação

As férias da escola e o amor do avô pelo rádio marcaram a memória da atriz e arte-educadora Márcia Cruz, que decidiu juntar essas duas pontas de sua trajetória para idealizar um projeto diferente de contação de histórias. A Cia. Maravilhas, criada por ela, está à frente do projeto Palavras NO AR, que gravou 54 narrativas infantis do mundo inteiro e veiculará todas elas em seis rádios comunitárias do Recife. A previsão é de que isso aconteça no segundo semestre deste ano. 


O projeto, aprovado pelo Funcultura em 2013, acabou de recolher as gravações de todos esses personagens, realizadas entre março e maio no Estúdio do Centro de Difusão e Realizações Musicais do SESC Casa Amarela. Agora, o projeto entra na fase de edição de todas essas histórias, selecionadas por meio de leituras realizadas durante quatro meses, a partir de um universo de mais de 700 textos. Ficaram 22 brasileiros e 32 estrangeiros. “Um dos primeiros critérios de seleção foi a inclusão de narrativas de tradição oral. Em seguida, nos preocupamos em elencar histórias brasileiras e do Nordeste. Contudo, como os temas da literatura oral giram em torno do ser humano, não raro histórias de lugares distantes se cruzam ou assemelham. Também consideramos as questões de gênero e, não raro, as personagens femininas são as protagonistas dos textos”.



Descrição: A Baba Yaga assustou gerações de crianças nos países eslavos. Crédito: Palavras NO AR/Reprodução do Facebook
A Baba Yaga assustou gerações de crianças nos países eslavos. Crédito: Palavras NO AR/Reprodução do Facebook

Ao todo, três companhias de teatro do Recife participaram: a Companhia Fiandeiros de Teatro, com 18 histórias, a Trupe Ensaia Aqui e Acolá, com 17, e a Cia. Meias Palavras, com 19. Somente Ana Medeiros e Luciano Pontes, dessa última companhia, ficaram responsáveis pela voz de 70 personagens. No total,  cerca de 20 pessoas participam da ação, seja como atores ou como parte da produção. “Na distribuição das histórias, procurei equilibrar as origens de cada uma. Desta forma, temos narrativas da Índia contada por grupos diferentes. Depois, fiz uma redistribuição onde também considerei a aptidão dos grupos para determinados tipos de textos, mantendo a diversificação de origens”, afirma Márcia.


Segundo Márcia, mesmo com a presença massiva da televisão e da internet na vida contemporânea, o rádio ainda ocupa um papel especial, que deve ser melhor explorado artisticamente. “A base do projeto sempre foi essa: crianças, rádio e contação de histórias. Acredito que o rádio continua sendo um veículo de forte presença na vida do povo. Ele encanta, sobretudo, pelo fato de dar ao ouvinte a possibilidade de criar”. Além da veiculação nas rádios, o Palavras NO AR também prevê a criação de um blog e de uma rádio web para divulgar a iniciativa.



Histórias



MOURA TORTA
A personagem é a antagonista de uma história de amor e dificulta a união entre um jovem e sua amada, que é transformada em animal por ela. Este é um dos contos mais espalhados pelo mundo, com relaos espalhados pelo Norte da África, Índia, Penínsla Ibérica e Brasil. No projeto palavras NO AR, entre as várias versões disponíveis, foi escolhida a de Ana Maria Machado.



BABA YAGA
Essa figura folclórica do leste europeu tem a fama de morar numa cabana mágica, que se sustenta sobre duas pernas de galinha. É uma velha senhora, muito magra, considerada como bruxa, que circula pelas florestas usando um pilão de madeira para voar e usa uma vassoura para apagar seus rastros. A história é muito conhecida em países como a Russía, Polônia, Ucrânia e Bulgária.



DONA BARATINHA

A clássica história da barata que encontra uma moeda de ouro e passa a se achar rica o suficiente para procurar um marido, na verdade, veio de Portugal. Ela também dialoga com outra história, A cigarra e o camundongo, da tradição oral africana.


Confira o teaser do projeto




Pensa que acabou ainda a mais DICAS


Links de Modelo de projetos pedagógicos para o fundamental 


Artes

Pinturas

O GRITO -(Edvard Munch)
ESTA IMAGEM TALVEZ SEJA A MAIS IMPORTANTE DO EXPRESSIONISMO,NO MÍNIMO,A MAIS CONHECIDA DE MUNCH.OBRA INSPIRADA NA PRÓPRIA VIDA PESSOAL DO PINTOR.SUAS TRISTEZAS,ANGUSTIAS PROFUNDAS,SUA HISTÓRIA DE VIDA,DESENCONTROS...HÁ UMA CITAÇÃO DE UM SUPOSTO DIARIO QUE ELE ESCREVIA QUE RELEVA COMO QUE SE DEU A INSPIRAÇÃO PARA A TELA:"Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a vedação – havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fjord e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza. "
A IMAGEM SE DA DE FORMA A INTERAGIR COM QUE A OBSERVA.IMPOSSÍVEL NÃO REAGIR A FIGURA EM SEU MOMENTO DE DOR.A IMAGEM EM PRIMEIRO PLANO,SEM TRAÇOS DEFINIDOS DE RAÇA OU SEXO,DA UM Q DE NEUTRALIDADE,FIGURA ANDRÔGINA, PODERIA SER QUALQUER PESSOA.O GRITO ,IMAGEM CONTORCIDA,SEGUE COM O FUNDO TAMBÉM DISTORCIDO.CORES QUENTES NO CÉU COMO LAVAS DE UM VULCÃO E O RIO EM AZUL COMO UMA LINGUA DE VIDRO,CONTRASTE ENTRE CORES COMPLEMENTARES, AMPLIA A DRAMATICIDADE DO QUADRO.A PONTE CONTINUA INTACTA ASSIM COMO SEUS AMIGOS,INDIFERENTES AO QUE ELE ESTAVA PASSANDO.MUITAS VEZES ESTAMOS AO LADO DE ALGUÉM COM UMA GRANDE ANGUSTIA E PASSEAMOS AO SEU LADO,SEM SEQUER IMAGINAR TODO O DESESPERO INTERNO E ANGUSTIA DE VIDA.

OS SAPATOS DE VINCENT VAN GOGH






ADMIRANDO A SERIE DE PINTURAS DE SAPATOS DE VAN GOGH,FIQUEI MATUTANDO EM COMO ESSE SIMPLES E INDISPENSÁVEL ELEMENTO DO NOSSO GUARDA-ROUPA TEM HISTORIA PARA CONTAR.VINCENT ERA PERITO EM REPRESENTAR OS MAIS PROFUNDOS SENTIMENTOS HUMANOS E OS SAPATOS REPRESENTAM COM TANTA FORÇA E OBJETIVIDADE A REALIDADE DOS CAMPONESES,SUAS DIFICULDADES,CARENCIAS,A EXPLORAÇÃO A QUE ERAM SUBMETITOS, E O CANSAÇO QUE TUDO ISSO PROVOCAVA. NESSE PERIODO DA PINTURA ERA MUITO COMUM OS ARTISTAS PINTAREM TEMAS QUE REPRESENTASSEM A BURGESIA,SUAS ATIVIDADES.MAS VAN GOGH POR SUA VEZ,, PINTOU A REALIDADE NUA E CRUA,COM CORES SOBRIAS,COM TODA LAMA,POEIRA, E DESGASTE QUE A POBREZA REVELA.SERIA UM PROTESTO?SE FOI OU NÃO,ISSO NAO IMPORTA O QUE INTERESSA É QUE AQUI TEMOS UMA PEQUENA DEMONSTRAÇÃO DA SENSIBILIDADE DE VAN GOGH PARA COM AS PENURIAS DOS MENOS FAVORECIDOS.NOTEM A SOLA DO SAPATO DA GRAVURA ACIMA,DE TÃO GASTOS,ATÉ FUROS TEM.O SAPATO AO LADO FOI COMPRADO NO MERCADO DAS PULGAS E VINCENT O USOU NA LAMA,POEIRA, E EM TODAS AS SITUAÇOES ATE CONSEGUIR ESSA APARENCIA DESGATADA.PARECEM DIZER:"ESTOU MORRENDO DE CANSAÇO
Matéria tirada da site:http://www.nanamada.blogspot.com.br/

Sarau

Projeto Sarau


PLANO DE AÇÃO
SARAU NA ESCOLA

PROPOSTA DE AÇÃO
Realizar saraus periódicos na escola como estratégia para atrair as famílias, valorizando os talentos culturais presentes na comunidade.
 CONTEXTUALIZAÇÃO
Sarau é um evento cultural onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente. A palavra tem origem no termo latino serus (relativo ao entardecer), porque acontecia, em geral, no fim do dia. Pode envolver dança, poesia, círculos de leitura, seção de filme, música, bate-papo filosófico, pintura, teatro etc. Muito comuns no século XIX, os saraus vêm sendo resgatados e reinventados pelas escolas como uma maneira de fortalecer a identidade da comunidade escolar, promovendo a integração de todos de forma descontraída, criativa e mais envolvente do que a tradicional reunião de pais.
É um momento para a soma conhecimentos, descobertas e vivências coletivas. Ao promover esses encontros, a Unidade Escolar ultrapassa seus muros e se fortalece como um pólo cultural da localidade. As famílias passam a se reconhecer na escola, o que acaba por ter um impacto muito positivo no envolvimento delas com os estudos dos filhos.
Além disso, o sarau é também um momento de tomada de consciência, pois a cultura desperta asensibilidade das pessoas para a realidade à sua volta e as estimula a refletir sobre ela a partir de outras linguagens.
COMO EXECUTAR
 Marcar uma reunião para compartilhar a ideia com a  direção da escola, o grupo de professores e o Conselho Escolar (caso exista). Se  for bem recebida, formar uma Comissão Organizadora.
A Comissão Organizadora deve então preparar uma reunião de planejamento, na qual devem ser definidos os objetivos e as características do evento, o horário, as tarefas necessárias à sua realização e os responsáveis por cada uma delas. Os saraus podem acontecer bimestralmente, sempre com um tema diferente que reflita os desejos e a realidade local.
Mapear os grupos e artistas locais e convidá-los a participar.
Levantar os equipamentos necessários para a realização das atividades e procurar parceiros que possam emprestá-los.
Planejar a ambientação da escola segundo o tema de cada sarau. A decoração pode ser feita pelos alunos, como trabalho de sala de aula.
Criar estratégias de mobilização da comunidade, como convites para enviar às famílias e cartazes para espalhar pela escola e em outros pontos do bairro. Um grupo de alunos pode criar um “convite falado” e apresentá-lo na saída das aulas.   Convidar os funcionários da Unidade de Negócio e o grupo de agentes-chave para que também possa compartilhar conhecimentos e vivências com os alunos, participando ativamente das atividades.

QUEM PODE EXECUTAR
Mobilizadores, agentes-chave, professores, alunos e representantes do Conselho de Escola.
 DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
Obs: a atividade pode ser adaptada conforme a realidade local e os conhecimentos prévios do mobilizador sobre o assunto.
As atividades do sarau devem ser planejadas de acordo com os interesses e talentos locais.
Apresentamos algumas sugestões:
1. Mesa de livros
Selecionar livros da biblioteca da escola (e outros doados/emprestados por parceiros) e espalhá-los sobre uma mesa grande. Os convidados sentam em  volta e ficam livres para folheá-los, copiar trechos ou ler alto para o grupo. A única regra é que os livros não saiam da mesa.
Algumas sugestões de autores: Cecília Meireles, Cora Coralina, Vinícius de Moraes, Eva Furnari, Tatiana Belinky, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mário Quintana, entre outros.
2. Exposição de artistas locais
Os artistas locais são convidados a se expressarem, nas suas diferentes linguagens, sobre o tema do sarau. Os trabalhos ficam expostos no pátio da escola.
 3. Recital de poesia
Os participantes podem se inscrever para declamar poemas (de sua autoria ou não). Para esta atividade, é interessante que alguns professores proponham oficinas de criação de poesias previamente, em sala de aula.
4. Quintal de brincadeiras
Convidar membros da comunidade a organizar um espaço onde possam ensinar para as crianças brincadeiras de sua época. Outra ideia é criar um “cantinho mágico”, onde podem acontecer oficinas de construção de brinquedos com sucata.
5. Momento de liberdade poética e musical
Espaço aberto para que qualquer pessoa possa apresentar algo que tenha interesse em apresentar na hora.
6. Exposição de arte
Murais onde podem ficar expostos desenhos, pinturas e outros trabalhos de arte visual feitos pelos alunos em sala de aula.
7. Oficina de cordel
Há algum cordelista no bairro? Convide-o a fazer uma oficina de criação de cordéis, que depois podem ficar expostos num varal.
8. Roda de contação de histórias
Professores, funcionários, pais ou mesmo alunos mais velhos podem conduzir esta atividade, voltada para as crianças. Sentadas em roda, elas ouvem a história contada pelo adulto e devem continuá-la, imaginando novos rumos para a trama. Em seguida, elas podem criar livros ilustrando a história. Para isso basta entregar folhas de sulfite dobradas ao meio e giz de cera. Eles podem ser finalizados grampeando ou amarrando um barbante na lombada.
9. Seção de cinema
Reservar uma das salas da aula (ou a própria sala de vídeo da escola, caso exista) para passar filmes que tenham relação com o tema do sarau. Ao final de cada seção, promover uma discussão sobre o assunto.
10.  Memória viva
Rodas de conversa com moradores antigos do bairro, na qual os estudantes podem entrevistá-los sobre sua infância, seus tempos de escola, suas formas de diversão etc.
11. Apresentações musicais
Convidar grupos locais a se apresentarem. Estipular um tempo ou número de músicas para cada um, orientando-os a se inspirarem no tema do sarau.
12. Oficina de artesanato
Membros da comunidade podem ensinar a fazer pequenos objetos de artesanato, de acordo com suas habilidades manuais.
13. Brincando com poemas
Criar uma série de desafios com a escrita a partir  de poemas conhecidos. Alguns exemplos: completar lacunas com as palavras que estiverem faltando, entregar versos separados em pequenos pedaços de papel e pedir que o grupo junte-os para formar poesias, criação de rimas etc. Um grupo de professores pode ficar responsável por organizar esta oficina.

14. Teatro
Convidar grupos de teatro da escola ou comunidade local a montarem peças ou esquetes inspirados no tema do sarau.
RECOMENDAÇÕES  
Em cada sarau, deixar uma caixa de sugestões em local visível para que os convidados possam sugerir temas para o próximo encontro.
Durante toda a organização do evento, é importante  incentivar o trabalho em equipe, a auto-organização, a criatividade e a improvisação, além de trabalhar valores como cooperação, ética e solidariedade. O processo é muitas vezes tão importante quanto o produto final.
O registro dos saraus pode ser feito pelos próprios alunos. Alguns podem tirar fotos, outros podem desenhar ou escrever relatos. Esse registro pode ser compartilhado em murais expostos na escola.
As famílias podem ficar responsáveis por organizar  a área de comida, montando barracas de lanches e comidas típicas. O dinheiro arrecadado pode ser usado para fazer um caixa para o próximo sarau. 
Além de ser um momento de descontração e resgate permanente da cultura popular, o sarau é também uma oportunidade de conhecer melhor o universo dos estudantes. Não perca a chance de usar isso como base para enriquecer o currículo da escola.
O sarau ganha mais significado se fizer parte do planejamento anual da escola e estiver integrado com as atividades de sala de aula.
O excesso de atividades pode complicar a organização do evento. Sempre que possível, promova a autogestão, deixando que os responsáveis  por cada oficina organizem o espaço e providenciem o material necessário.
O sarau é uma oportunidade de fazer as famílias circularem pela escola. Por isso, procure espalhar as atividades pelos diferentes espaços: biblioteca, salas de aula, sala de leitura, quadra, sala de vídeo e outros locais normalmente esquecidos.
 O que garante o sucesso de um sarau é a participação efetiva dos convidados. Os coordenadores de atividades devem estar sempre atentos para motivar os mais tímidos.
Fazer o registro da atividade e encaminhar o material (com fotografias) para ser publicado no Blog Educação.
Divulgar a atividade internamente na Unidade de Negócios, convidando os demais funcionários para prestigiar a escola.
 OBSERVAÇÃO
A atividade aqui apresentada foi elaborada pelo Instituto Paulo Freire.
http://www.blogeducacao.org.br/wp-content/uploads/2011/02/Plano-Sarau-na-Escola.pdf 



                                 “Soneto de Fidelidade”


 De tudo ao meu amor serei atento                     
 Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
 Que mesmo em face do maior encanto
 Dele se encante mais meu pensamento.

 Quero vivê-lo em cada vão momento
 E em seu louvor hei de espalhar meu canto
 E rir meu riso e derramar meu pranto
 Ao seu pesar ou seu contentamento

 E assim, quando mais tarde me procure
 Quem sabe a morte, angústia de quem vive
 Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 Eu possa me dizer do amor (que tive):
 Que não seja imortal, posto que é chama
 Mas que seja infinito enquanto dure.    
                                                                                 Vinicius de Moraes                                         

Através desse sarau de Vinicius de Moraes, podemos trabalhar variadas atividades com as crianças, sobre a importância da amizade, do valor ao próximo, do respeito, união e saber dizer o que sentimos aos nossos semelhantes.

É importante indagarmos questões como essas em nossos cotidianos com as crianças, para que não seja reciproco o ensinamento e aprendizagem ao longo das atividades aplicadas em sala de aula, isso torna as aulas mais prazerosas, pois é de grande valor e prazer fazermos aquilo que gostamos com amor e carinho e o sarau pode ser trabalhado de varias formas, como através de poesias, músicas, poemas entre outros, com violão ou apenas, é difícil vermos este tipo de atividade incluída em sala de aula, mas seria muito bom se fosse, pois despertaria o gosto pela poesia, poema, essas que hoje em dia já não sei tanto valor como antigamente.     

Feira de Ciências

FEIRA DE CIÊNCIAS

Passo a passo, a feira vira um sucesso


As feiras de Ciências evoluíram. Nos últimos cinco anos, os professores inovaram a forma de planejar o evento e, conseqüentemente, de os alunos produzirem e transmitirem o conhecimento. As mostras agora são organizadas com propósitos didáticos. "Os estudantes passaram a utilizar o método científico para desenvolver seus inventos e não ficam mais atrás de uma maquete, só repetindo informações tiradas do livro didático", explica Roseli de Deus Lopes, vice-presidente da Estação Ciência da Universidade de São Paulo (USP).

"O desafio que se apresenta é ampliar esse foco para as séries iniciais do Ensino Fundamental", diz a professora. A tarefa exige planejamento. Primeiro, é necessário tornar a Ciência algo rico e instigante para todos. Os temas a ser explorados não vão trazer avanços significativos para a área — nem é esse o propósito. Os trabalhos podem ser simples, desde que sejam criativos e façam sentido para a garotada e a comunidade.

Por fim, é necessário que a turma saiba quais são as etapas de uma pesquisa e a importância de registrar todas as descobertas. Roseli defende essa concepção com a experiência de quem se dedica há quatro anos à organização da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). No evento, são apresentados os melhores projetos de 8ª série e Ensino Médio, exibidos originalmente em 200 escolas públicas e particulares de 22 estados. No mês passado, nove trabalhos selecionados durante a última Febrace representaram o Brasil no maior encontro de Ciências e Engenharia do mundo, realizado em Indianápolis, nos Estados Unidos (leia o quadro).

As produções de sua escola também podem chegar lá. Para isso, é importante cumprir as cinco etapas a seguir. Elas são baseadas na prática de professores da rede pública e privada de Ensino Fundamental e nas indicações de especialistas no tema.

1. Despertar o gosto pela Ciência 
Estímulo desde as primeiras séries: a placa de computador feita por André, com a ajuda do professor Gerson. Foto: Marcelo Min
Estímulo desde as primeiras séries: a placa de computador feita por André, com a ajuda do professor Gerson. Foto: Marcelo Min
Envolver os pequenos no mundo da Ciência logo cedo e de forma prazerosa é o primeiro passo para organizar uma boa mostra. No Colégio Santo Américo, em São Paulo, faz parte da rotina, da 3ª série em diante, freqüentar o laboratório de robótica pelo menos duas vezes por semana, durante 50 minutos. Para a próxima feira, que será realizada em agosto, eles estão construindo pequenos aviões inspirados no centenário do vôo do 14-Bis, de Santos Dumont.

Com muita paciência, todos copiam moldes em papel vegetal, reproduzem o desenho em superfície plana, medem, cortam e colam a estrutura da aeronave. O desafio final é fazê-la voar, com a força gerada por um elástico na hélice e a ajuda do vento. "Nessa fase, introduzimos os conceitos de equilíbrio, movimento e força, que eles verão com mais profundidade na aulas de Física no futuro", explica o professor Gerson Domingues, responsável pelo laboratório.

Para estimular o interesse pela disciplina, não é necessário ter um laboratório sofisticado. "Basta promover uma visita a um museu ou a um planetário para que o festival de perguntas sobre determinado tema não tenha mais fim. Esse já é um ótimo incentivo", sugere Domingues. Estimulado desde cedo, André Tabarro, da 7ª série, acabou se interessando por eletrônica e já conhece todas as etapas de fabricação de uma placa de computador. "Instalada dentro de uma lata de leite em pó, que serve como interface, a placa interage com o sistema do micro e aciona lâmpadas e motores", explica o garoto de 13 anos. Sua engenhoca também integrará a exposição do Santo Américo, é claro.

2. Ensinar as etapas do método científico 
Método científico: alunos de Rosenilda usaram bactérias para salvar a vegetação que estava secando. Foto: Eduardo Queiroga
Método científico: alunos de Rosenilda usaram bactérias para salvar a vegetação que estava secando. Foto: Eduardo Queiroga
Para que o evento leve realmente à produção de Ciência, a garotada precisa aprender a aplicar o método científico — à medida que o projeto se desenvolve. "É da necessidade de encontrar soluções para problemas da vida diária que nascem o conhecimento e as atrações de uma feira", explica Rosenilda Vilar, professora da EE Ministro Jarbas Passarinho e do Colégio Anglo Líder, ambos em Camaragibe, região metropolitana do Recife.

No ano passado, os orientandos de Rosenilda, da 7ª e 8ª séries, levantaram diversas questões que, devidamente desenvolvidas, foram levadas às exposições das escolas. Uma delas dizia respeito às plantas de uma várzea próxima — terraplenada para a construção de um parque —, que estavam definhando. A identificação de um problema como esse é o primeiro passo do método científico. Como não tinha conhecimento específico para explicar o tema, a professora orientou os jovens a procurar a Universidade Federal Rural de Pernambuco. Lá, eles foram auxiliados pela pesquisadora Caroline Etiene, do Departamento de Microbiologia, que os conduziu pelo segundo passo do método: a formulação de hipóteses.

Depois de observar em campo o que estava acontecendo com as plantas e concluir que o vilão era o empobrecimento do solo, os grupos avançaram para a etapa seguinte: a definição de estratégias para tentar resolver o problema. A opção, discutida com a pesquisadora, foi usar fungos e bactérias para captar nitrogênio e redistribuir os nutrientes junto às raízes. Com a análise dos resultados (as espécies se regeneraram) e a conclusão do trabalho (posto em prática pela prefeitura e pela Defesa Civil), todas as etapas fundamentais do método científico foram exploradas. "Eles aprenderam os cinco passos de forma prática e agora sabem aplicá-los em qualquer outro projeto", conta Rosenilda.

3. Apontar o valor de registrar as descobertas 
Produto final: ventinho gelado na hora de exibir a engenhoca. Foto: Eduardo Queiroga
Produto final: ventinho gelado na hora de exibir a engenhoca. Foto: Eduardo Queiroga
"Não existe Ciência sem registro", ressalta Roseli Lopes, da USP. Por isso, é preciso colocar no papel as etapas realizadas — com a ajuda do professor de Língua Portuguesa. O texto não precisa ser acadêmico, com notas de rodapé. Mas deve ser claro e detalhado.

O hábito de anotar o passo-a-passo foi incorporado pelas classes de Rosenilda. Um grupo da escola Ministro Jarbas Passarinho estudou como a globalização alterou o artesanato de Caruaru, no agreste pernambucano. Na cidade de mestre Vitalino (1909-1963), famoso por seus bonecos de argila pintados a mão, a equipe entrevistou o filho do artista. Os dados passados por ele e os pesquisados foram usados para comparar a versão artesanal e a industrial dos bonecos, compondo o registro.

4. Preparar a turma para a exposição do trabalho 

Nos dias da mostra, o conhecimento sistematizado durante a pesquisa deve ser apresentado aos visitantes por meio da fala e de cartazes, folhetos, maquetes e engenhocas. É importante não repetir oralmente informações escritas e procurar sempre interagir com as pessoas. "Principalmente os mais tímidos devem ser incentivados a falar em público", aconselha Elenice Lobo, coordenadora pedagógica do Santo Américo.

Na feira do Anglo Líder, em Camaragibe, uma equipe montou sua invenção, uma versão barata de um ar-condicionado, sobre carteiras. De cara, os alunos não diziam do que se tratava. Ligavam a engenhoca e as pessoas sentiam um ventinho gelado. Depois, exibiam um banner e, com ele, explicavam para os visitantes as etapas da criação — que envolveu a montagem do motor e o desenvolvimento de um recipiente acoplado para a água. "Eles colocaram o objeto para funcionar e provaram como era eficiente para minimizar o calor da cidade, sempre em torno dos 30 graus", estusiasma-se Rosenilda.

5. Organizar a infra-estrutura 

São necessários pelos menos quatro meses para organizar uma boa feira. "Esse período é suficiente para analisar as sugestões de temas apresentadas pela garotada, realizar pesquisas, visitar museus e universidades e montar o evento", afirma Maria Edite Costa Leite, coordenadora do Setor Educativo do Espaço Ciência, em Olinda.

O sucesso não depende de estrutura luxuosa. "Se a escola não tem dinheiro para alugar estandes, expõe os trabalhos nas carteiras", sugere. Há várias formas de planejar o espaço, sempre de acordo com a arquitetura do local. Uma opção é exibir tudo no pátio ou dividir as experiências nas salas e nos laboratórios. O tempo ideal é de dois a três dias. No final, todos podem votar nos melhores projetos e inscrevê-los nas feiras regionais e nacionais espalhadas pelo Brasil. O sucesso das invenções verde-amarelas tem sido uma constante lá fora nos últimos anos.
Pequenos Cientistas 

A maior feira do mundo
Foto: Intel/Divulgação
Foto: Intel/Divulgação
A International Sciences and Engineering Fair (Isef), a mais importante feira de Cências do mundo, reuniu em maio 1500 estudantes de 47 países em Indianápolis e distribuiu 4 milhões de dólares em prêmios e bolsas de estudos.

Há quatro anos, professores e alunos brasileiros participam do evento, representado no país pelo Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e pela Fundação Liberato Salzano, em Novo Hamburgo (RS). Este ano, a delegação brasileira (foto) foi formada pelos autores de nove projetos de Imperatriz (MA), Vitória da Conquista (BA), Londrina (PR), Novo Hamburgo (RS), Guarulhos e Campinas (SP), São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Quatro brasileiros se destacaram: Denilson Luiz Freitas, do Colégio Opção de Vitória da Conquista, criador de um sistema que converte energia solar em elétrica para alimentar um dessalinizador; Anelise dos Santos Klein, da Fundação Liberato Salzano, autora de uma ação para defender cães e gatos; e Juliano Sider e Rodrigo Luger, da Escola Americana de Campinas, inventores de um programa de computador para o estudo da geometria.

P.A., de Indianápolis (Eua)

O repórter viajou a convite da Intel, parceira da Fundação Victor Civita
Participar da feira de Ciências... 

• Desperta o gosto pela pesquisa.

• Inspira trabalhos em grupo.

• Incentiva a busca de soluções para problemas reais.

• Favorece a sistematização do conhecimento.

• Para um evento de primeira

• Faça parcerias com empresas e lojas da sua cidade. Não é demérito informar que elas ajudaram financeiramente.

• Promova um concurso na escola para a criação de cartazes e logomarcas para divulgar a feira.

• Convide a imprensa local para cobrir o evento.

• Guarde com cuidado todos os objetos. Eles podem voltar a ser exibidos em outras ocasiões.


Feira de Ciências
Orientações para a confecção do projeto da Feira de Ciências
O projeto deverá conter:
Capa
Título do trabalho;
Nome, número e série de cada membro do grupo
 Introdução teórica
Breve descrição da motivação do projeto;
Conhecimentos teóricos necessários para a confecção do trabalho;
Como o trabalho se relaciona com o conteúdo visto em sala de aula, se o aluno ainda não estudou esse conteúdo, pesquisar com os professores quando isso irá ocorrer e pedir referências para estudar.
Descrição do experimento
Descrição detalhada da montagem do experimento com textos e imagens.
Materiais
Colocar todos os materiais necessários para a confecção do trabalho, decoração do ambiente e distribuição para os visitantes (não distribuir seres vivos).
Área e disposição do trabalho
Colocar a área necessária para a devida apresentação do projeto, incluir desenhos da disposição do trabalho.
Distribuição das tarefas
Detalhar as responsabilidades específicas para cada membro do grupo.
Apresentação
Prévia dos conhecimentos que serão abordados pelos apresentadores do trabalho, detalhar como será feita a apresentação. 
Referências
Discriminar todas as fontes de pesquisa utilizadas (livros, apostilas e sites).

Critérios de Avaliação do Experimento
Limpeza e Estética
A área do trabalho deve estar perfeitamente limpa, sem qualquer  tipo de poluição visual, sonora e/ou olfativa.  Os membros do grupo devem estar com uniforme em excelente estado. Os trabalhos devem possuir uma sofisticação visual, beleza, capricho nos detalhes e bom acabamento.
Organização
Cada trabalho deve conter um cronograma, especificando:
- O que cada aluno fez no projeto;
- Os nomes de quem estará apresentando e horário.
Esse cronograma deve ficar visível, para o avaliador.
Clareza na explicação
Qualidade didática da apresentação do projeto. Todas as informações a respeito do projeto devem ser transmitidas aos visitantes de maneira que seja acessível a todos (incluindo as diferentes faixas etárias e níveis de instrução escolar). É claro que o grupo pode e deve utilizar conceitos e termos técnicos avançados quando o público for capaz de absorver tais informações, ou seja, é de responsabilidade do grupo preparar e utilizar apresentações adequadas para atender a todo tipo de público esperado para o evento.